Aimoré: grupo não-tupi, também chamado de botocudo,
vivia do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo.
Grandes corredores e guerreiros temíveis, foram
os responsáveis pelo fracasso das capitanias
de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo.
Só foram vencidos no início do Século
XX.
Avá-Canoeiro: povo da família Tupi-Guarani
que vivia entre os rios Formoso e Javarés, em
Goiás. Em 1973, foram pegos "a laço"
por uma equipe chefiada por Apoena Meireles, e transferidos
para o Parque Indígena do Araguaia (Iha do Bananal)
e colocados ao lado de seus maiores inimigos históricos,
os Javaé.
Bororós: também chamados Coroados ou Porrudos e autodenominados
Boe. Os Bororós Ocidentais, extintos no fim do
século passado, viviam na margem leste do rio
Paraguai, onde, no início do Séc. XVII,
os jesuítas espanh óis fundaram várias
aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam
de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região
e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como
povo, tanto pelas moléstias contraídas,
quanto pelos casamentos com não-índios.
Caeté: os deglutidores do bispo Sardinha viviam desde a Ilha
de Itamaracá até as margens do Rio São
Francisco. Depois de comerem o bispo, foram considerados
"inimigos da civilização". Em
1562, Men de Sá determinou que fossem "escravizados
todos, sem exceção".
Caiapós: explorando a riqueza existente nos 3,3 milhões
de hectares de sua reserva no sul do Pará (especialmente
o mogno e o ouro), os caiapós viraram os índios
mais ricos do Brasil. Movimentaram cerca de U$$15 milhões
por ano, derrubando, em média, 20 árvores
de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de
óleo de castanha. Quem iniciou a expansão
capitalista dos caiapós foi o controvertido cacique
Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destituiu o lendário
Raoni e enfrentou a oposição de outro
caiapó, Paulinho Paiakan.
Carijó:
seu território estendia-se de Cananéia
(SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como
"o melhor gentio da costa", foram receptivos
à catequese. Isso não impediu sua escravização
em massa por parte dos colonos de São Vicente.
Goitacá: ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os
índios mais selvagens e cruéis do Brasil,
encheram os portugueses de terror. Grandes canibais
e intrépidos pescadores de tubarão. Eram
cerca de 12 mil.
Ianomâmi: povo constituído por diversos grupos cujas línguas
pertencem à mesma família. Denominada
anteriormente Xiriâna, Xirianá e Waiká.
Curiosidades:
De acordo com suas necessidades de sobrevivência,
os índios produziam material de preparo alimentício,
caça, pesca, vestimenta, realizavam festas culturais
e comemorativas, construíam abrigo e transporte
com materiais tirados da natureza, sem prejudicá-la.
Os índios produziam vários artesanatos,
como:
· Flecha e arco para caça e pesca
· Ralo para ralar mandioca
· Tipiti para espremer a massa da mandioca
· Balaios e Urutus para guardar a massa, farinha,
tapioca, beiju, frutas entre outros
· Peneira para peneirar a massa seca para fazer
farinha e beiju, tapioca ou curadá
· Cumatá especial para tirar goma de massa
· Abano para virar e tirar o beiju do forno feito
de argila
· Bancos
· Pilão para moer a carne cozida, peixe
moqueado, pimenta e outros sempre torrados
· Pulseiras
· Anéis de caroço de tucumã
· Cesto e Peneira de cipó para carregar
e guardar mantimento
· Zarabatana para caça especial de aves
· Japurutu, Cariçu e Flauta, instrumentos
musicais entre outros cada um com seu específico
som harmonioso
· Cerâmicas para fazer pratos, panelas,
botija de cerâmica para fabricação
de bebidas alcoólicas especiais e outros ornamentos
para momentos de festas. |